O Inventário Nacional de Referências Culturais do Museu Aberto do Descobrimento – MADE foi realizado no ano de 2000, com o intuito de testar a metodologia do INRC, finalizada no mesmo ano. É, portanto, o inventário-piloto, o primeiro INRC realizado. Do ponto de vista simbólico, existe também uma dimensão importante no fato de se realizar a primeira experiência de uso de um instrumento de identificação de referências culturais no MADE, no ano 2000, quando se comemorou os quinhentos anos da chegada dos portugueses ao território que mais tarde seria o Brasil.
Os primeiros núcleos urbanos do Brasil formaram-se nas proximidades de Coroa Vermelha, no extremo sul da Bahia, considerado pelos especialistas o sítio primeiro da fundação do Brasil, em especial nas áreas sobre as elevações e próximos à foz dos principais rios. Com o intuito de alcançar e preservar esse conjunto complexo de bens culturais, em 1996 foi criado, por meio de decreto federal, o Museu Aberto do Descobrimento, a partir de proposta da Fundação Quadrilátero do Descobrimento.
À idéia de “museu aberto” corresponde o objetivo estratégico de promover, conservar e explorar (por meio do turismo qualificado) os elementos históricos, culturais e naturais do sítio histórico. O Museu Aberto do Descobrimento inclui áreas de preservação ambiental, territórios indígenas, manifestações culturais, históricas e arqueológicas de importância capital para a história do Brasil.
O território no qual aconteceu a pesquisa foi dividido em um sítio - o próprio espaço geográfico e cultural do MADE –, com nove localidades específicas. A delimitação do sítio a ser inventariado no MADE traz uma característica específica: é sítio de áreas descontínuas, já que o Museu abrange localidades que não têm, necessariamente, fronteiras entre si.
Nessas localidades foram identificadas 5 celebrações, 2 edificações, 6 formas de expressão, além de 4 lugares e 6 ofícios e modos de fazer. Foi produzido um CD-ROM de apresentação do projeto como produto do INRC do Museu Aberto do Descobrimento.