Os Mapeamentos Documentais do patrimônio imaterial foram instituídos como instrumento de identificação das referências culturais de natureza imaterial no âmbito do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI). A metodologia do levantamento prevê trabalho de varredura nas instituições de guarda de acervo. Define os limites da pesquisa às fontes de caráter documental, sejam manuscritas, impressas, iconográficas, sonoras ou audiovisuais. São objetivos do instrumento: a) o levantamento da documentação nas instituições de acervo e pesquisa de cada Unidade da Federação sobre as referências culturais relacionadas ao patrimônio imaterial; b) o diagnóstico do estado de conservação desta documentação em cada uma das instituições de acervo e pesquisa. Os resultados do mapeamento documental podem ser importantes insumos para o planejamento de demais ações relacionadas à preservação do patrimônio de um determinado território.
Neste mapeamento foram priorizadas as “formas de expressão”. Esta ação justificou-se em função da elasticidade de interpretação e na aplicação destas categorias e à grande quantidade de fontes e registros desta categoria existentes nos acervos pernambucanos.
Foram selecionados seis polos aglutinadores e irradiadores de práticas culturais no seu próprio entorno ou em nível regional e estadual, quais sejam: 1) Zona da Mata, Agreste e Sertão; 2) Recife e Olinda; 3) Goiana e Vitória; 4) Caruaru e Garanhuns; 5) Petrolina e 6) Litoral. As entidades participantes foram a Universidade Federal de Pernambuco, a Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Fundação Joaquim Nabuco.
O início da pesquisa de campo, em cada um dos polos, foi precedido de um seminário de sensibilização para a temática do patrimônio imaterial. Tais seminários congregaram não só os órgãos públicos envolvidos na implementação de políticas para a cultura local, como também professores e alunos das faculdades existentes. Dos seminários surgiram parcerias que impulsionaram o levantamento dos dados em cada região. Foi realizado, também, um seminário de encerramento na Universidade Federal de Pernambuco, aberto ao público, com a participação de membros da equipe de pesquisadores e de representantes do IPHAN.
Dados gerais: 30 instituições pesquisadas; 329 referências culturais identificadas em 769 fontes documentais (424 escritas, 08 iconográficas e 337 audiovisuais), sendo:
138 Formas de expressão;
84 Celebrações;
80 Ofícios;
26 Lugares;
01 Edificação.
Municípios com bens referenciados: Água Preta, Águas Belas, Barreiros, Belém de São Francisco, Bezerros, Bonito, Brejo da Madre de Deus, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Escada, Flores, Floresta, Garanhuns, Goiana, Itamaracá, Microrregião de Itaparica, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Jatobá, Nazaré da Mata, Olinda, Palmares, Pesqueira, Petrolândia, Recife, Riacho das Almas, Salgueiro, São José da Coroa Grande, São José de Belmonte, Serrita, Tacaratu, Tracunhaém e Vitória de Santo Antão.