SICG - Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão
Relatório complementar - Bem imaterial
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Dados do bem
Jongo no Sudeste
Registrado/Identificado
Formas de expressão
Regional
Mapa
Localização
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
-22,89988499999998 -43,17914400000001
Multimídias vinculadas
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Foto Imagem
Jongo de Piquete, 11° encontro de Jongueiros
Descrição do bem imaterial
O jongo é uma forma de expressão afro-brasileira que integra percussão de tambores, dança coletiva e práticas de magia. É praticado nos quintais das periferias urbanas e em algumas comunidades rurais do sudeste brasileiro. Acontece nas festas de santos católicos e divindades afro-brasileiras, nas festas juninas, nas festas do Divino, no 13 de maio da abolição da escravatura. É uma forma de louvação aos antepassados, consolidação de tradições e afirmação de identidades. Tem suas raízes nos saberes, ritos e crenças dos povos africanos, principalmente os de língua bantu. São sugestivos dessas origens o profundo respeito aos ancestrais, a valorização dos enigmas cantados e o elemento coreográfico da umbigada. No Brasil, o jongo consolidou-se entre os escravos que trabalhavam nas lavouras de café e cana-de-açúcar, no sudeste brasileiro, principalmente no vale do Rio Paraíba. Trata-se de uma forma de comunicação desenvolvida no contexto da escravidão e que serviu também como estratégia de sobrevivência e de circulação de informações codificadas sobre fatos acontecidos entre os antigos escravos por meio de pontos que os capatazes e senhores não conseguiam compreender. O Jongo sempre esteve, assim, em uma dimensão marginal onde os negros falam de si, de sua comunidade, através da crônica e da linguagem cifrada. É também conhecido pelos nomes de tambu, batuque, tambor e caxambu, dependendo da comunidade que o pratica. Os tambores, feitos a partir de troncos de madeira e couro animal, são elementos centrais no jongo, sempre reverenciados pelos jongueiros. Os instrumentos musicais que acompanham os jongueiros podem variar de um grupo para outro, frequentemente incluindo dois ou três tambores chamados de tambu e candongueiro ou de caxambu e cadogueiro. Em alguns casos é utilizado também um tambor de fricção – uma espécie de cuíca de grandes dimensões conhecida como puíta ou angoma puíta. Enquanto elementos de ligação com as entidades do mundo espiritual, os tambores são respeitados na roda de jongo como verdadeiros representantes dessas entidades. Os tambores expressam também a conexão do jongo com outras manifestações afro-brasileiras, como a umbanda e o candomblé. Iniciado o toque dos tambores, forma-se uma roda de dançarinos que cantam em coro, respondendo ao solo de um deles. Os tambores e os batuqueiros estão sempre na roda ou perto dela. São várias as maneiras de se dançar o jongo. Sozinhos ou em pares os praticantes vão ao centro da roda, dançam até serem substituídos por outros jongueiros. Muitas vezes nota-se, no momento da substituição, o elemento coreográfico da umbigada. Um dos elementos mais marcantes do jongo é o ponto, que expressa um denso arsenal mito-poético contido na prática jongueira. Os conhecimentos acerca dos pontos e seus mistérios são passados de geração em geração para os novos jongueiros.
Localização específica
Região do Sudeste brasileiro. Sendo um bem Regional, sem detenção hegemônica do bem por qualquer estado, o ponto é meramente ilustrativo na Superintendência do Iphan no Rio de Janeiro. Os municípios identificados no momento do Registro foram: Rio de Janeiro, Miracema, Santo Antônio de Pádua; Quissamã; Valença, Barra do Piraí, Pinheral, Angra dos Reis, Campos, Porciúncula, no estado do Rio de Janeiro. Cunha, Piquete, Guaratinguetá, Lagoinha, São Luís do Paraitinga, São José dos Campos, no estado de São Paulo. São Mateus, Conceição da Barra e Presidente Kennedy, no estado do Espírito Santo. Carangola, no estado de Minas Gerais.
Ações vinculadas
Tipo Nome Instrumento Situação
Reconhecimento Registro do Jongo no Sudeste como Patrimônio Cultural do Brasil Registro Registrado
Identificação INRC - Jongo no Sudeste INRC Concluída
Instituções de referência
Condição Nome Tipo
Referência/Partícipe FEC (Fundação Euclides da Cunha de Apoio Institucional à Universidade Federal Fluminense) Fundação universitária
Referência/Partícipe Pró – Reitoria de Extensão da Universidade Federal Fluminense Fundação universitária
Referência/Partícipe Associação Sementes D’África - Ponto de Cultura Jongo - História, Sabedoria e Identidade Negra Associação de detentores
Referência/Partícipe Centro de Referência de Estudo Afro do Sul Fluminense - Ponto de Cultura Jongo de Pinheiral Associação de detentores
Referência/Partícipe Associação Cultural Jongo da Serrinha - Ponto de Cultura “Escola de Jongo da Serrinha” Associação de detentores
Referência/Partícipe Associação Jongo Dito Ribeiro - Ponto de Cultura Comunidade Jongo Dito Ribeiro Associação de detentores
Referência/Partícipe Associação da Comunidade Negra Remanescente de Quilombo da Fazenda São José da Serra - Ponto de Cultura “Núcleo de Cultura Popular do Vale do Paraíba - Quilombo São José da Serra” Associação de detentores
Documentos vinculados
Tipo Título Nota
Documento Monográfico/Multimeio Jongo - Anuência Prévia
Documento Monográfico/Multimeio Jongo - Parecer Técnico DPI
Documento Monográfico/Multimeio Jongo - Pedido de Registro
Documento Monográfico/Multimeio Jongo - Titulação
Documento Monográfico/Multimeio Jongo - Parecer do Conselho Consultivo
Documento Monográfico/Multimeio Jongo - Certidão de Registro
Documento Monográfico/Multimeio Jongo - Parecer Jurídico
Documento Monográfico/Multimeio Jongo - Publicação D.O.U
Área de ocorrência
UF Municípios
RJ Porciúncula, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Miracema, Pinheiral, Quissamã, Santo Antônio de Pádua
SP Lagoinha, São José dos Campos, São Luís do Paraitinga, Guaratinguetá, Piquete
ES Presidente Kennedy, Conceição da Barra, São Mateus
Palavras-chave/Links
Não informado
Ambiente: local Revisão:1.0.33.6-SNAPSHOT