A casa pertenceu aos Jesuítas até a sua expulsão do país na metade do século XVIII, sendo em seguida leiloada e arrematada pelo armador capitão António Elias da Fonseca Galvão, o qual mandou entalhar em lioz o seu brasão e colocou‐o sobre a portada. Ainda no século XVIII, a nobre casa urbana tornou-se propriedade do advogado António Correia Ximenes, e com a chegada de D. João VI e sua corte em 1808, ali se hospedaram os marqueses de Alegrete, Redonda e Belmonte que integravam a comitiva do príncipe. Acredita-se que o nome “Casa dos Sete Candeeiros” originou-se na ocasião por força de sete lampiões de azeite que eram pendurados para iluminar o beco. Em meados do século XIX o imóvel foi residência do desembargador Cândido Leão, sendo em seguida repassado à Santa Casa em 1888. Em 1951 foi adquirido pelo Poder Público com o intuito de se instalar a sede da Superintendência Regional do IPHAN. Desse período em diante também passou a abrigar o Museu-Casa dos Sete Candeeiros. Fontes: Heritage of Portuguese Influence (HPIP) - Fundação Calouste Gulbenkian; e Arquivo Noronha Santos - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).