Palácio de Cristal e a Praça da Confluência em que ele se acha situado, também conhecido(a) como Praça da confluência ou Koblenz, Palácio de Cristal e Praça da Confluência, localizado(a) no estado de Rio de Janeiro, cidade(s) de Petrópolis, é um Bem Imóvel, do tipo Conjunto Arquitetônico, com estado de conservação Regular e de preservação Pouco Alterado.
A Praça Koblenz, ou da Confluência, é uma das principais praças previstas no plano urbano de Petrópolis de autoria do Major Júlio Frederico Köeler. Recebeu por certo tempo o nome de Passeio Público, sendo local de realização de exposições hortícolas nos anos de 1875 até 1877. Em 1884, com a finalidade de abrigar melhor estas exposições que se tornaram constantes, foi importado e montado um pavilhão, o Palácio de Cristal. O Palácio de Cristal foi construído nas oficinas de St. Sauver-les-Arras, na França, por encomenda do Conde D’Eu, então Presidente da "Sociedade Agrícola de Petrópolis". Sua finalidade seria a de servir como pavilhão para as exposições de flores e produtos agrícolas que aquela Sociedade já vinha promovendo desde 1875. Em 1879, mais precisamente no dia 2 de fevereiro, sua pedra fundamental foi lançada, cabendo ao Engenheiro Eduardo Bonjean a tarefa de acompanhar a montagem do Palácio de Cristal na Praça Koblenz (ou Praça da Confluência), em Petrópolis. Sua inauguração foi realizada no dia 2 de fevereiro de 1884, com um grandioso baile, que contou, inclusive, com a presença maciça de toda a Corte Imperial brasileira. Em abril do mesmo ano, foi realizada a 4ª Exposição promovida pela Sociedade Agrícola e Hortícola de Petrópolis", que se repetiram anualmente até 1886. Após a Proclamação da República, o Palácio de Cristal foi relegado a segundo plano, entrando em decadência. Em 1938, serviu o Palácio de Cristal de sede para o Museu Histórico de Petrópolis, por iniciativa do Dr. Alcindo Sodré. Criado o Museu Imperial, de novo ficou até que em 1957, durante as comemorações centenárias da cidade de Petrópolis, voltou o famoso pavilhão a reviver dias faustosos, com a realização de uma exposição histórica, e na parte externa, uma exposição industrial de Petrópolis. Por muito tempo ficou o Palácio entregue ao desgaste do tempo, até que em 1970 iniciou-se uma série de restaurações, incluindo os jardins. Atualmente é administrado pela Prefeitura de Petrópolis, sendo utilizado para diversas exposições promovidas pela Prefeitura ou por iniciativa particular. Fonte: Arquivo Noronha Santos - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).