Possui estilo neoclássico sob influência do ecletismo de fins do séc.XIX. A construção apresentou soluções avançadas para a época, destacando-se a estrutura metálica da cobertura incluindo a cúpula. Devido à dificuldade de importação, as colunatas, alisares, óculos e balaústres foram feitos de cimento, alvenaria e reboco, mas feitos para parecerem mármore e outros materiais nobres. A cúpula é revestida externamente em cerâmica policromada, com telhas em escamas e áreas em vidros coloridos.
O Teatro Amazonas foi construído, entre 1884 e 1896, em um momento em que a prosperidade, causada pelo ciclo da borracha, fez com que a sociedade local, influenciada pelos hábitos europeus, exigisse um espaço onde pudesse ver e ser vista. O projeto arquitetônico foi elaborado pelo Liceu de Engenharia de Lisboa, da autoria de B.A. de Oliveira Braga. A decoração interna ficou a cargo de Crispim do Amaral, Domenico de Angelis, Silvio Centofanti, Adalberto de Andreis e Francisco de Alegini e a decoração externa por Henrique Mazzolani. A pintura abobadada do salão nobre é de Domenico de Angelis, assim como o quadro representando "A Glorificação das Belas Artes na Amazônia", que enfeita o plafond do teatro. A pintura à maneira de gobelins nunca tinha sido reproduzida em tapeçaria e é considerada uma das mais belas do acervo brasileiro. Assim, mesmo Manaus contando com apenas 100 mil habitante no ano em que iniciou-se sua construção, o Teatro foi projetado para ser uma obra grandiosa. Até mesmo uma lei foi criada, em 1892, para motivar a vinda de artistas brasileiros e estrangeiros que quisessem se fixar na cidade sendo oferecidos a eles diversas facilidades. A inauguração do Teatro, de estilo neoclássico sofrendo influência do ecletismo de fins do século XIX, aconteceu em 1896. O Teatro foi o primeiro bem material reconhecido pelo IPHAN, em 1966, no estado do Amazonas. Desde sua fundação o edifício passou por algumas reformas, realizadas em 1929, 1962 (ou 1964), 1974, 1985, 1990 e 2001. Na administração do governador Efigênio de Sales foram feitas consideráveis mudanças no seu interior. Nos anos 60, o Teatro foi pintado de rosa, sua cor original. Em 1974 obras de restauro foram realizadas o que, entretanto, não impediu que caísse em completo abandono. Na década de 80 seu uso estava restrito a ensaios de grupos e realização de formaturas. Muitos de seus bens estavam depredados ou haviam sido roubados, por não existir nenhum tipo de vigilância no local. O Teatro foi reinaugurado em 1990 após passar por quatro anos de reforma. Fonte: Arquivo Noronha Santos - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).