O SICG é o primeiro sistema de cadastro com inteligência geográfica do Iphan. Uma das principais características do SICG é a articulação, no território, do cadastro dos bens culturais materiais e imateriais, fato inédito na Instituição, o que permite um olhar diferenciado para a identificação, reconhecimento e gestão dos bens culturais.
Nas últimas duas décadas temos observado uma crescente demanda para a incorporação de técnicas de geoprocessamento nas politicas publicas no Brasil. A consolidação deste movimento envolve diversos setores e cada vez aqueles relacionados ao patrimônio cultural. Desde os anos 2000, o Iphan tem se envolvido no desenvolvimento de bases cartográficas municipais e na construção de bancos de dados georreferenciados. Contudo, a experiência era fragmentada e pontual, focada nos espaços intraurbanos e não permitia, por exemplo, análises espaciais nas escalas regionais e nacionais. A consolidação deste movimento institucional no projeto SICG permite o acesso a bases de dados especializados nas feições ponto e polígonos. Dessa forma, o Instituto terá a possibilidade de análises espaciais de concentração e dispersão além de correlações com os investimentos ali aplicados. Dentre os diversos usos do SICG, destacam-se a possibilidade de análises espaciais de concentração de determinadas tipologias arquitetônicas, de sítios arqueológicos ou até de bens móveis do tipo coleção segundo a proteção, estado de conservação/preservação dentre outras possibilidades. Uma das aplicações mais úteis da inteligência geográfica do SICG é para os processos de licenciamento ambientais.
Geoprocessamento é uma área do conhecimento, onde diversos tipos de informações geográficas são processadas por meio de técnicas matemáticas e computacionais. O Sistema de Informação Geográfica (SIG) é uma ferramenta do geoprocessamento, através da qual são geradas informações por meio da análise e integração de dados geográficos. Tais dados permitem a criação de diferentes mapas temáticos, onde vários tipos de informações podem ser sobrepostas e interpretadas. Assim é possível gerar novos mapas contendo informações complexas sobre a área em estudo, facilitando as tomadas de decisão.
A espacialização das informações contidas em um SIG auxilia muito as tomadas de decisão, pela visão dos diferentes componentes do ambiente de forma geral e integrada. Estas ferramentas são muito úteis na gestão do uso e ocupação da terra, sendo usualmente aplicadas em projetos nas áreas de agricultura, mineração, planejamento e urbanismo. Podemos, por exemplo, definir as áreas de proteção permanente e de reserva legal que necessitam ser reflorestadas ou preservadas, verificando impactos ambientais e urbanísticos. O Geoprocessamento é uma tecnologia formada pela confluência de outras tecnologias, a saber:
Sistema de Posicionamento Global (GPS)
Sensoriamento Remoto
Processamento Digital de Imagens (PDI)
Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBD)
Sistemas de Informações Geográficas (SIG)