Capela rural, construída em alvenaria de pedra e cal, apresentando partido em forma de "T" incompleto. Sua planta é composta por nave única, capela-mor e pequena sacristia, além do alpendre que dá acesso à capela. Possui torre sineira com "espadanã". A fachada, muito singela, apresenta um predomínio dos cheios sobre o vazio. Seu interior é pobre, sem forro ou decoração. Existem na sacristia nichos e uma janela com conversadeira. Fonte: Arquivo Noronha Santos/IPHAN.
A capela de Nossa Senhora Santana é o monumento mais antigo subsistente em Ilhéus. Um dos raros exemplares de capela rural do século XVII, pertenceu ao antigo Engenho de Santana, de propriedade de Mem de Sá. As terras foram doadas em 1563 por sua filha, a condessa de Linhares, aos jesuítas do Colégio de Santo Antão de Lisboa, que ali criaram as fazendas Inês e Sant’Ana. Com a expulsão da ordem dos jesuítas, o engenho passou à coroa e tornou-se propriedade de Felisberto Caldeira Brandt, futuro visconde de Barbacena, nos primeiros anos do século XIX. A capela rural, construída em alvenaria de pedra e cal, se tornou um importante imóvel da região, destacando-se tanto no que diz respeito ao valor histórico, quanto às suas características arquitetônicas. Fontes: Heritage of Portuguese Influence (HPIP) - Fundação Calouste Gulbenkian; e Arquivo Noronha Santos - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).